
“Maricá é uma cidade com estabilidade política, é a oitava economia do Brasil, com o 7º PIB per capita do país. Há 11 anos, o atual prefeito (Washington Quaquá ocupava o cargo também nesta época) criou a Codemar, que torna o investimento da cidade mais ágil, mais rápido, reduzindo a burocracia. Ainda assim, estamos há alguns anos tratando do Terminal Ponta Negra. Mas posso dizer aqui que esses processos foram superados e que a obra começa no próximo semestre, com a Codemar como sócia do empreendimento, com uma participação de menos de 49%”, revelou Cristiano, em sua fala.
A construção do porto terá um investimento total de 2,5 bilhões de dólares. O impacto na criação de vagas de empregos será imediata. A qualificação de trabalhadores para atuar num terminal com grande tecnologia embarcada, com a característica do Terminal Ponta Negra, também entrou em pauta.
“A Prefeitura de Maricá tem o Passaporte Universitário e convênios com universidades e instituições de ensino para qualificar as pessoas. Há instrumentos com foco em qualificação, mas como em toda área portuária, a mão de obra é um desafio a ser superado”, disse Cristiano, que seguiu: “Todo investimento tem impactos positivos e negativos. Temos que colocá-los no papel, mitigar os negativos e maximizar os positivos. Estamos conscientes da nossa responsabilidade e compromisso”.
Participaram do painel, além de Cristiano Brochier, Jefferson Martins; diretor do Terminal Portuário de Angra dos Reis (TPAR); Gabriela Campagna, coordenadora de Gestão de Portos e Terminais da Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar do RJ; e André Luís Pimenta, Secretário de Planejamento e Gestão da Prefeitura de Angra dos Reis. Acompanhou a palestra o subsecretário de Turismo, Comércio, Indústria e Mercado Interno de Maricá Eugênio Soares.
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